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Mente Desconexa

é tudo muito bonitinho até o capítulo dois.

Minha mãe, falando comigo, esses dias:

" - Poxa Pedro, dia desses você falou comigo: "Pô mãe, eu já tenho quase 17!"
- É... Realmente...
- Quando você falou eu nem liguei muito, mas ontem eu tava no pc e parei pra pensar: "Nossa... Meu filho vai completar 17 anos..."
- É engraçado né mãe ? O tempo passa rapidinho... Ainda ontem vocês vinham falar pra mim que eu dormia no meio da cama de vocês, na barriga do meu pai... Enfim, vocês diziam o quanto a gente aprontava quando era mais novo. Agora eu to aqui, no alto dos meus 16 anos, a uns poucos meses de completar 17...
- É meu filho... Quando eu pensei no fato de você estar fazendo 17 anos, eu me lembrei da época em que eu tinha 17 anos, e no quanto eu fazia na época. E o engraçado é que hoje em dia eu me vejo proibindo você de fazer certas coisas que nessa idade eu também fazia ou queria fazer, e a gente se vê sempre achando que nossos filhos vão ser pra sempre crianças... "


E é engraçado como a gente se acha mais velho! Dono do mundo! Podemos arriscar ao máximo e não vai acontecer nada com a gente! Vamos em busca da revolução!

Mas antes disso, vai arrumar seu armário, senão você não vai poder sair.

E um dia, esse "arrumar o quarto" vai embora... Junto com o "vai arrumar sua cama, vai guardar suas coisas", etc. E a gente tem que se virar sozinho. Mas faz parte da vida. Seria algo como mais uma fase. Só que dessa vez , seus pais não vão estar por perto pra poder te repreender. Algo como "Perdas Necessárias".

É como já dissera certa vez Clarice Lispector: "...Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos."
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