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Mente Desconexa

é tudo muito bonitinho até o capítulo dois.

Não Entendo...

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completo quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doido. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

(Clarice Lispector)

Hm, quando achar meu bloco de notas, passo um texto sobre o que vem a ser um cursinho. não tá lá essas coisas, mas como não tenho preocupação, esperem...

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