Ele olhava para aquele brinquedo, recém dado pelos pais, no dia do seu aniversário. O contemplava a todo o momento. A certeza de que aquele era o orgulho da infância, mesmo que por pouco tempo, para ele, já valia muito. Aonde ia, o levava. Mas era pra TODO lugar. Sentia-se, realmente, detentor de um dos maiores tesouros do mundo. Ah! Bons tempos em que esse brinquedo era a única preocupação que precisava ter....
Mas eis que um dia aparece algo que viria mudar todo o conceito de valor do menino. Uma menininha. Dessas, moreninhas, com os cabelos cacheadinhos. Começou assim: O menino estava lá, na varanda de casa, brincando e andando pra lá e pra cá... Quando nota a presença de um caminhão de mudanças, mais a frente da casa dele. Como era pequeno, e na época as casas eram menos carcerárias que hoje em dia, se esticava todo pra ver se via algo. Foi aí que surgiu a menininha, do começo do parágrafo.
O menino foi tomado por um sentimento arrebatador, desses que enchem o coração de uma esperança nova, de todo um amor que naquela idade era cercado de felicidade e inocência... De uma hora pra outra largava todos os seus brinquedos de lado, e passava a contemplar a menininha dos cabelos cacheados que passava pela porta da casa dele todos os dias. "Boa tarde", acompanhado de um sorriso lindo (que lindos dentes ela tinha!) fizeram o menino parar de respirar por alguns segundos. Ela, já notava o comportamento do menino. Aliás, como não notar? Toda aquele embasbacar típico de um menino completamente apaixonado e entregue era identificável de longe...
O menino tinha vontade de partilhar com ela tudo que sentia. Sentia todos os dias a necessidade de gritar pro mundo que a amava. Mas não o fazia... Não sabia se era por se sentir inocente demais, ou menino demais, simplesmente não o fazia...
E um dia, depois de algum tempo, ele vê novamente um caminhão ali perto. Parado em frente a casa da menina. Ele não queria acreditar que pudesse ser verdade; seus olhos encheram-se de lágrimas, via-se no olhar cabisbaixo, no ser arrasado, toda a tristeza e melancolia presente naquele menino. Os brinquedos já não tinham mais valor. Do pouco que havia vivido, nada mais o restava além da vontade de ter transformado aquilo tudo em verdade.
Não sabia que aquilo tinha sido amor. Talvez o primeiro não dito ou platônico, aos que preferirem.
Mas eis que um dia aparece algo que viria mudar todo o conceito de valor do menino. Uma menininha. Dessas, moreninhas, com os cabelos cacheadinhos. Começou assim: O menino estava lá, na varanda de casa, brincando e andando pra lá e pra cá... Quando nota a presença de um caminhão de mudanças, mais a frente da casa dele. Como era pequeno, e na época as casas eram menos carcerárias que hoje em dia, se esticava todo pra ver se via algo. Foi aí que surgiu a menininha, do começo do parágrafo.
O menino foi tomado por um sentimento arrebatador, desses que enchem o coração de uma esperança nova, de todo um amor que naquela idade era cercado de felicidade e inocência... De uma hora pra outra largava todos os seus brinquedos de lado, e passava a contemplar a menininha dos cabelos cacheados que passava pela porta da casa dele todos os dias. "Boa tarde", acompanhado de um sorriso lindo (que lindos dentes ela tinha!) fizeram o menino parar de respirar por alguns segundos. Ela, já notava o comportamento do menino. Aliás, como não notar? Toda aquele embasbacar típico de um menino completamente apaixonado e entregue era identificável de longe...
O menino tinha vontade de partilhar com ela tudo que sentia. Sentia todos os dias a necessidade de gritar pro mundo que a amava. Mas não o fazia... Não sabia se era por se sentir inocente demais, ou menino demais, simplesmente não o fazia...
E um dia, depois de algum tempo, ele vê novamente um caminhão ali perto. Parado em frente a casa da menina. Ele não queria acreditar que pudesse ser verdade; seus olhos encheram-se de lágrimas, via-se no olhar cabisbaixo, no ser arrasado, toda a tristeza e melancolia presente naquele menino. Os brinquedos já não tinham mais valor. Do pouco que havia vivido, nada mais o restava além da vontade de ter transformado aquilo tudo em verdade.
Não sabia que aquilo tinha sido amor. Talvez o primeiro não dito ou platônico, aos que preferirem.
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