Se o Zé Pequeno tivesse assessoria do Don Corleone, a história seria outra.
Sério isso. Zé Pequeno pode até ter sido um grande empreendedor, levou bem ao pé da letra algumas regras do capitalismo, mas faltou-lhe a elegância que só os grandes administradores têm. Faltou-lhe também um tanto de capacidade de negociação. Capacidade essa que o Bené tinha, mas não explorava muito já que a dele não era fazer o negócio crescer, e sim fazer amigos (o que de certa forma é imprescindível pra quem quer almejar sucesso, respeito e honra).
Com a mão administradora de Don Corleone, provavelmente haveria toda uma organização para com a comercialização de entorpecentes no morro. A hierarquia seria melhor dividida, com Bené e Zé Pequeno dividindo suas forças em Caporegimes, e estes então aliariam os meninos do caixa baixa pra fazerem o "serviço pesado" no morro.
Assim sendo, a dominação das bocas não se daria de forma tão sangrenta e com tantas mortes desnecessárias como as que aconteceram. Zé Pequeno iria coagir os gerentes de boca que não estivessem aliados a ele, os subornariam e dariam as melhores comissões para estes. Logo, o Cenoura manteria seu pedaço, mas sem ameaçar de forma concreta a força de Zé Pequeno.
Talvez até nem houvesse a guerra de quadrilhas, com o massacre da família do Mané Galinha, e este então nem na história entraria. Bem capaz dele conseguir uma vaga numa academia e ter virado um bom professor de Karate.
Bené ia ter tempo de sobra pra ser o playboy que começou a ser (antes do fim trágico) e se aliaria à ala rica do Rio de Janeiro, usando da favela como arma pra se auto promover fazendo o marketing da venda de entorpecentes junto à Cidade de Deus.
Don Corleone no meio disso tudo não entraria como pessoa de influência direta. Ele mandaria intermediários (Tessio ou Clemenza, recebendo ordens de Hagen), para agilizar o processo de perto. Com toda a qualidade e visão dele, a certeza é a de que Corleone suplantaria a hierarquia antiga e faria com que todo o comércio se tornasse algo extremamente lucrativo e de fácil controle, por parte dele.
Com certeza o Rio de Janeiro teria outra cara.
Sério isso. Zé Pequeno pode até ter sido um grande empreendedor, levou bem ao pé da letra algumas regras do capitalismo, mas faltou-lhe a elegância que só os grandes administradores têm. Faltou-lhe também um tanto de capacidade de negociação. Capacidade essa que o Bené tinha, mas não explorava muito já que a dele não era fazer o negócio crescer, e sim fazer amigos (o que de certa forma é imprescindível pra quem quer almejar sucesso, respeito e honra).
Com a mão administradora de Don Corleone, provavelmente haveria toda uma organização para com a comercialização de entorpecentes no morro. A hierarquia seria melhor dividida, com Bené e Zé Pequeno dividindo suas forças em Caporegimes, e estes então aliariam os meninos do caixa baixa pra fazerem o "serviço pesado" no morro.
Assim sendo, a dominação das bocas não se daria de forma tão sangrenta e com tantas mortes desnecessárias como as que aconteceram. Zé Pequeno iria coagir os gerentes de boca que não estivessem aliados a ele, os subornariam e dariam as melhores comissões para estes. Logo, o Cenoura manteria seu pedaço, mas sem ameaçar de forma concreta a força de Zé Pequeno.
Talvez até nem houvesse a guerra de quadrilhas, com o massacre da família do Mané Galinha, e este então nem na história entraria. Bem capaz dele conseguir uma vaga numa academia e ter virado um bom professor de Karate.
Bené ia ter tempo de sobra pra ser o playboy que começou a ser (antes do fim trágico) e se aliaria à ala rica do Rio de Janeiro, usando da favela como arma pra se auto promover fazendo o marketing da venda de entorpecentes junto à Cidade de Deus.
Don Corleone no meio disso tudo não entraria como pessoa de influência direta. Ele mandaria intermediários (Tessio ou Clemenza, recebendo ordens de Hagen), para agilizar o processo de perto. Com toda a qualidade e visão dele, a certeza é a de que Corleone suplantaria a hierarquia antiga e faria com que todo o comércio se tornasse algo extremamente lucrativo e de fácil controle, por parte dele.
Com certeza o Rio de Janeiro teria outra cara.
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