Das vantagens de ser preso no Brasil
Há algum tempo atrás, uma mocinha dessas, de classe alta, com carro do ano na garagem e um namorado transviado, matou o pai. Tá. Tudo bem. Este é um bom motivo para aparecer no jornal. Mata os pais, afirma veementemente que não tem culpa, depois assume e fica preso. Nada mais comum, certo? Nada disso... Você esqueceu de um detalhe: esse crime aconteceu no Brasil.
A mocinha, também conhecida por “Suzane Von Richtofen”, ficou presa de 2002 até meados de julho deste ano, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) alegou “insuficientes os argumentos para que a acusada ficasse presa até a sentença”. Então quer dizer que matar os pais é insuficiente? É o que parece. E ela ainda teve a “altivez” de se dizer “arrependida”.
Não obstante, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, os “irmãos Cravinhos”, se viram no direito de pedir pela sua liberdade. Só que a justiça, como para a maioria das pessoas, demorou pra acontecer. Por quê? Simples. Baixo poder aquisitivo. Pelo menos em relação à Suzane. No primeiro pedido, o Habeas Corpus não foi concedido, mas, no último, ocorrido no dia 8 de novembro, finalmente conseguiram. A alegação foi a mesma, já que a prisão foi decretada pelo mesmo ato judicial.
Isso nos mostra que, realmente, no Brasil as “vantagens” são concedidas a todos que podem pagá-la. Quando eles vão ser julgados? Ninguém sabe. Não se sabe nem mesmo se vão chegar a sê-lo.
A mocinha, também conhecida por “Suzane Von Richtofen”, ficou presa de 2002 até meados de julho deste ano, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) alegou “insuficientes os argumentos para que a acusada ficasse presa até a sentença”. Então quer dizer que matar os pais é insuficiente? É o que parece. E ela ainda teve a “altivez” de se dizer “arrependida”.
Não obstante, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, os “irmãos Cravinhos”, se viram no direito de pedir pela sua liberdade. Só que a justiça, como para a maioria das pessoas, demorou pra acontecer. Por quê? Simples. Baixo poder aquisitivo. Pelo menos em relação à Suzane. No primeiro pedido, o Habeas Corpus não foi concedido, mas, no último, ocorrido no dia 8 de novembro, finalmente conseguiram. A alegação foi a mesma, já que a prisão foi decretada pelo mesmo ato judicial.
Isso nos mostra que, realmente, no Brasil as “vantagens” são concedidas a todos que podem pagá-la. Quando eles vão ser julgados? Ninguém sabe. Não se sabe nem mesmo se vão chegar a sê-lo.
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