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Mente Desconexa

é tudo muito bonitinho até o capítulo dois.

Realmente, uma coisa é certa. Quando resolve-se mudar, muita coisa resolve acontecer de uma vez.

Sabe aquela história de "quando você resolve se levantar, dá espaço pra que se veja a sujeira que se acumulou na sombra"? É bem verdade. Mudar é bom, claro... Mas não é feita de só de flores. Ao nos levantarmos e sairmos desse ostracismo que nos impede de fazer diferente, os bichinhos que se escondiam nas nossas costas, se aproveitando da sombra que lhes era proporcionada resolvem sair também. É como se fosse um acerto de contas. Um pagamento insólito pela sombra e conforto.
Como se você tivesse revirando a lama, que tava lá quieta guardando as sujeirinhas dela e resolve ver o fundo da caixa. Muita sujeira vem à tona.

E você se sente assim, meio bagunçado, desordenado. Sem saber o que realmente você deve fazer. Porque elas querem mesmo é que você volte.

"Volte pra o aconchego da sua antiga posição!"
"É bem melhor que ficar aí, querendo ser diferente."
"Deixa de ser mané rapaz, essa onda de 'mudança' é coisa de idiota!"
"Ô babaca, bem agora que eu tava no meu melhor sono você resolve acordar? Vá pa porra!"

E bem isso que ele ficam falando pra você. E você, que parece maior que eles vê que eles realmente tem o poder de te puxar pra baixo, se você não se manter forte. Porque eles sabem que pegar no seu ponto fraco, agora que você tá de pé, pra eles é mais fácil. Afinal, eles são os que mais te conhecem, já que viram você resolver deitar, se acomodar, se ajeitar e ali ficar.

Malditos bichinhos. Sempre pertinentes.

Mas melhor com eles do que sem. Se não existissem, não dariam a força necessária para que você tivesse a disposição de se levantar. E enfrentar tudo.

Só você, sua espada, e seu escudo.

Mundo mundo... Vasto mundo... Diria o Poeta.
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