Vamos falar de História
Vamos falar um pouco de história... Hum... Vejamos... Falemos de Capitanias, CLARO! Capitanias Hereditárias... Vamos ser mais precisos ainda: Capitania de Ilhéus, São Jorge dos Ilhéus, a "ilha que não nasceu ilha".
Ilhéus era um pedaco de terra ao Sul da Bahia habitado pelos Tupiniquins, pertencentes a linhagem dos tupis, povo muito avançado que vivia no litoral Brasileiro antes da Portugalezada invadir o nosso país.
Lá pra 1537, eis que um amigo lá de Portugal nomeia o seu Jorge Figueiredo pra tomar conta da Capitania. Mas nosso amiguinho aí, o seu Jorge, tava muito bem de vida lá na Coroa. Morava muito bem, cuidava dos seus filhos, tinha um emprego bom... "Viver num lugar inóspito, correr o risco de ser mordido por uma cobra, comido por uma onça, ser picado por mosquitos o dia todo em prol de uns trocados? PREFIRO VIVER AQUI!" - Devia pensar o português que lá foi nomeado, e por lá mesmo ficou.
Então, nosso amigo Jorge manda um outro amiguinho dele, um castellano da vida, o seu F.R., popularmente conhecido como Francisco Romero ou Romerinho, pros mais chegados.
Nosso amigo, o Romerinho, era brother! Ele não só cuidava da nossa capitania como - sim, acreditem - queria chefiar a vida de cada um lá dentro. Era calúnia de um lado, difamação do outro, brigas ali, autoritarismo de cá... Agora cuidar da Capitania que é bom, nada!
Mas como o povo, desde aquela época, não é burro nem nada, certo dia em que nosso Romerinho inventou moda por lá, resolveram saracuteá-lo de volta pra terra mater, a boa e velha Coroa Portuguesa. Amarrado, e muito bem amarrado diga-se de passagem. Só resolveram liberá-lo quando ele chegou por lá.
Chegando na terra dos Patrícios portugueses - ora pois! -, nosso amigo Jorge, num súbito - não se sabe bem até hoje - se de sagacidade ou imbecilidade, resolve mandá-lo de volta ao Brasil. Sem antes, é claro, dar a ele plenos poderes para ele fazer o que quiser. Ainda mais.
Resultado dessa ópera: As melhores famílias que aqui habitavam ralaram peito, zarparam, se mandaram, adeuzinho, arrivederci. Foi todo mundo pra Pernambuco e adjacentes. Sobrou pro nosso amigo F.R. uma colônia vazia, decadente e falida.
Daí se sucederam ataques dos índios Tupiniquins, aqueles que eu citei lá no começo, que tavam querendo tomar a terra de volta. Num golpe de inteligência, tomaram a terra de ilhéus de volta e cercaram os branquinhos na Igreja ( que posteriormente terá um nome ).
Nosso amigo Mem de Sá veio pra cá com uma esquadra e, em vez de lutar honradamente contra os índios, destruiu TODO o vilarejo - ou taba - onde eles viviam. Não sobrou uma mulher, uma criança ou um velho pra contar a história. Covardia? Será? Será?
Mas como desde aquela época os índios faziam jus ao "ser brasileiro", lá foram eles Rio cachoeira abaixo, degladiar com os brancos. Mas ao chegar no vilarejo e ver tudo destruido, um tanto de desânimo abalou aquele grupo que - sem dúvidas - era bem mais forte que os branquinhos, em matéria de físico.
Não demorou muito, Mem de Sá viu que sua tática dera certo. Os índios, por mais fortes que fossem, estavam exaustos tamanho esforço tiveram de fazer para chegar até a vila. Mas a raiva que possuíam era muito maior do que qualquer cansaço, e travaram ali, o que ficou popularmente conhecido como "batalha"(Massacre) dos Nadadores.
Essa batalha foi mais ou menos assim, resumindo: "Branco com arma, atira em índio exausto. Índio exausto se joga na água pra não morrer. A gente dá tiro e mata vocês!"
Vale lembrar que grande parte dos índios morreu nesse trágico e sangrento episódio.
E foi assim os tupiniquins sumiram da região. Tudo porque um Governador Geral teve seu filho morto - queimado - por um índio.
Essa história não pára por aqui não... Continua num próximo episódio.
Ilhéus era um pedaco de terra ao Sul da Bahia habitado pelos Tupiniquins, pertencentes a linhagem dos tupis, povo muito avançado que vivia no litoral Brasileiro antes da Portugalezada invadir o nosso país.
Lá pra 1537, eis que um amigo lá de Portugal nomeia o seu Jorge Figueiredo pra tomar conta da Capitania. Mas nosso amiguinho aí, o seu Jorge, tava muito bem de vida lá na Coroa. Morava muito bem, cuidava dos seus filhos, tinha um emprego bom... "Viver num lugar inóspito, correr o risco de ser mordido por uma cobra, comido por uma onça, ser picado por mosquitos o dia todo em prol de uns trocados? PREFIRO VIVER AQUI!" - Devia pensar o português que lá foi nomeado, e por lá mesmo ficou.
Então, nosso amigo Jorge manda um outro amiguinho dele, um castellano da vida, o seu F.R., popularmente conhecido como Francisco Romero ou Romerinho, pros mais chegados.
Nosso amigo, o Romerinho, era brother! Ele não só cuidava da nossa capitania como - sim, acreditem - queria chefiar a vida de cada um lá dentro. Era calúnia de um lado, difamação do outro, brigas ali, autoritarismo de cá... Agora cuidar da Capitania que é bom, nada!
Mas como o povo, desde aquela época, não é burro nem nada, certo dia em que nosso Romerinho inventou moda por lá, resolveram saracuteá-lo de volta pra terra mater, a boa e velha Coroa Portuguesa. Amarrado, e muito bem amarrado diga-se de passagem. Só resolveram liberá-lo quando ele chegou por lá.
Chegando na terra dos Patrícios portugueses - ora pois! -, nosso amigo Jorge, num súbito - não se sabe bem até hoje - se de sagacidade ou imbecilidade, resolve mandá-lo de volta ao Brasil. Sem antes, é claro, dar a ele plenos poderes para ele fazer o que quiser. Ainda mais.
Resultado dessa ópera: As melhores famílias que aqui habitavam ralaram peito, zarparam, se mandaram, adeuzinho, arrivederci. Foi todo mundo pra Pernambuco e adjacentes. Sobrou pro nosso amigo F.R. uma colônia vazia, decadente e falida.
Daí se sucederam ataques dos índios Tupiniquins, aqueles que eu citei lá no começo, que tavam querendo tomar a terra de volta. Num golpe de inteligência, tomaram a terra de ilhéus de volta e cercaram os branquinhos na Igreja ( que posteriormente terá um nome ).
Nosso amigo Mem de Sá veio pra cá com uma esquadra e, em vez de lutar honradamente contra os índios, destruiu TODO o vilarejo - ou taba - onde eles viviam. Não sobrou uma mulher, uma criança ou um velho pra contar a história. Covardia? Será? Será?
Mas como desde aquela época os índios faziam jus ao "ser brasileiro", lá foram eles Rio cachoeira abaixo, degladiar com os brancos. Mas ao chegar no vilarejo e ver tudo destruido, um tanto de desânimo abalou aquele grupo que - sem dúvidas - era bem mais forte que os branquinhos, em matéria de físico.
Não demorou muito, Mem de Sá viu que sua tática dera certo. Os índios, por mais fortes que fossem, estavam exaustos tamanho esforço tiveram de fazer para chegar até a vila. Mas a raiva que possuíam era muito maior do que qualquer cansaço, e travaram ali, o que ficou popularmente conhecido como "batalha"(Massacre) dos Nadadores.
Essa batalha foi mais ou menos assim, resumindo: "Branco com arma, atira em índio exausto. Índio exausto se joga na água pra não morrer. A gente dá tiro e mata vocês!"
Vale lembrar que grande parte dos índios morreu nesse trágico e sangrento episódio.
E foi assim os tupiniquins sumiram da região. Tudo porque um Governador Geral teve seu filho morto - queimado - por um índio.
Essa história não pára por aqui não... Continua num próximo episódio.
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