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Mente Desconexa

é tudo muito bonitinho até o capítulo dois.

Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
e eu me retiro da luta, como bom cavalheiro que sou, e vou reclamar minhas lágrimas no canto, sozinho.



ninguém precisa saber disso.
  • abre aspas

    Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

    O poeta


    A vida do poeta tem um ritmo diferente
    É um contínuo de dor angustiante.
    O poeta é o destinado do sofrimento
    Do sofrimento que lhe clareia a visão de beleza
    E a sua alma é uma parcela do infinito distante
    O infinito que ninguém sonda e ninguém compreende.

    Ele é o etemo errante dos caminhos
    Que vai, pisando a terra e olhando o céu
    Preso pelos extremos intangíveis
    Clareando como um raio de sol a paisagem da vida.
    O poeta tem o coração claro das aves
    E a sensibilidade das crianças.
    O poeta chora.
    Chora de manso, com lágrimas doces, com lágrimas tristes
    Olhando o espaço imenso da sua alma.
    O poeta sorri.
    Sorri à vida e à beleza e à amizade
    Sorri com a sua mocidade a todas as mulheres que passam.
    O poeta é bom.
    Ele ama as mulheres castas e as mulheres impuras
    Sua alma as compreende na luz e na lama
    Ele é cheio de amor para as coisas da vida
    E é cheio de respeito para as coisas da morte.
    O poeta não teme a morte.
    Seu espírito penetra a sua visão silenciosa
    E a sua alma de artista possui-a cheia de um novo mistério.
    A sua poesia é a razão da sua existência
    Ela o faz puro e grande e nobre
    E o consola da dor e o consola da angústia.

    A vida do poeta tem um ritmo diferente
    Ela o conduz errante pelos caminhos, pisando a terra e olhando o céu
    Preso, eternamente preso pelos extremos intangíveis.


    Vinícius de Moraes

    Rio de Janeiro, 1933
    in O caminho para a distância
    in Poesia completa e prosa: "O sentimento do sublime"